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26 janeiro 2026

Cronologia mostra abordagem de agentes federais que levou à morte de americano; vídeos contradizem versão do governo Trump

 


Agentes federais mataram a tiros Alex Jeffrey Pretti, um morador de Minneapolis de 37 anos, por volta das 9h da manhã de sábado, horário local. Um vídeo compartilhado com o New York Times por uma testemunha ocular e seu advogado, assim como outras gravações publicadas nas redes sociais, documentam a cena violenta, na qual os agentes parecem disparar pelo menos 10 tiros contra Pretti em apenas cinco segundos.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o episódio começou depois que um homem se aproximou de agentes da Patrulha da Fronteira com uma arma de fogo e que um agente disparou “tiros em legítima defesa”. Outro incidente em Minneapolis neste mês, no qual um venezuelano foi baleado na perna por um agente federal, também foi caracterizado como “defensivo” pelo departamento.

As imagens contradizem a versão do DHS sobre o ocorrido, que, segundo a agência, começou depois que a vítima se aproximou dos agentes federais com uma arma de fogo empunhada e a intenção de “massacrá-los”. Nos vídeos verificadas pelo Times e pela CNN e analisadas pelo GLOBO é possível identificar momentos cruciais da abordagem realizada pelos agentes federais da Patrulha de Fronteira americana que resultou na morte do enfermeiro Alex Pretti a tiros. As gravações corroboram os relatos de duas testemunhas — que prestaram depoimentos sob juramento e não foram identificadas — de que Pretti não empunhava uma arma no momento da abordagem, não iniciou o conflito e não teria recebido socorro imediato após os disparos.

Um vídeo obtido pela CNN mostra dois manifestantes no meio de uma rua ao redor de um agente federal que sai de um carro. No fundo, é possível ouvir sons de apitos. Uma das pessoas está com a mão direita na boca, aparentemente segurando e assoprando um apito. Pretti aparece na imagem atravessando a rua, se aproximando da cena. Com a mão esquerda, ele sinaliza para um carro que vem em sua direção; com a direita, segura um celular, filmando a abordagem.

Na sequência, um vídeo compartilhado nas redes sociais, gravado de dentro de um veículo que seguia pela rua segundos depois, mostra que Pretti foi abordado pelos agentes federais, contrariando a versão do DHS. Nas imagens, é possível ver que um dos agentes se aproxima do enfermeiro e o força a recuar até a calçada de onde havia saído.

Alex Pretti aparece segurando o celular quando é abordado por agentes da Patrulha de Fronteira — Foto: Reprodução/Redes sociais

Em outra gravação divulgada nas internet, gravada logo após a anterior, um dos agentes aparece empurrando duas pessoas. Pretti, um pouco mais atrás, filma a situação. Quando a segunda manifestante é empurrada e cai no chão, o enfermeiro se posiciona entre eles. Neste momento, o oficial usa spray de pimenta contra os três, enquanto outros agentes se aproximam. Pretti continua segurando o celular na mão esquerda e levanta a outra na altura do rosto para se proteger dos jatos.

Agente da Patrulha de Fronteira empurra Alex Pretti e outros dois manifestantes em Minneapolis e utiliza spray de pimenta contra eles — Foto: Reprodução/Redes sociais

Neste momento, Pretti tenta ajudar a pessoa que está caída, e está de costas para os agentes. Em outra gravação, filmada de dentro de um carro bem à frente da cena, é possível confirmar a posição e a ação do enfermeiro, que é puxado pelo casaco, por trás, por um dos oficiais, ao mesmo tempo em que pelo menos cinco outros se aproximam e cercam a vítima, tentando imobilizá-lo.

Alex Pretti tenta ajudar manifestante empurrada a se levantar e é puxado por agente da Patrulha de Fronteira — Foto: Reprodução/Redes sociais

Derrubado ao chão, de joelhos e com a cabeça inclinada ao chão, Pretti é golpeado na cabeça repetidamente por um dos agentes com uma lata de spray de pimenta. Enquanto isso, outro agente, que veste um casaco cinza, se aproxima com tranquilidade da cena violenta.

Agente da Patrulha de Fronteira golpeia Alex Pretti na cabeça com lata de spray de pimenta em Minneapolis — Foto: Reprodução/Redes sociais

Num vídeo gravado de outro ângulo, já na mesma calçada onde ocorre a ação, a uma curta distância da cena, é possível ver quando o agente de casaco cinza se posiciona e pega a arma que estava sob posse de Pretti. Na contramão do que alegou o DHS — que o enfermeiro empunhava uma arma contra os agentes —, o revólver da vítima estava posicionado em suas costas, na altura do quadril. Imobilizado e cercado por sete agentes, Pretti não parece estar tentando pegar sua arma. Segundo o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, Pretti era um cidadão americano sem antecedentes criminais e possuía porte de arma válido. De acordo com a lei de Minnesota, cidadãos podem portar legalmente uma arma de fogo em público, sem porte velado, desde que tenham porte autorizado.

Agente da Patrulha de Fronteira toma arma de Alex Pretti que estava guardada em suas costas, na altura de seu quadril, e se afasta da cena — Foto: Reprodução/Redes sociais

Na sequência, o agente de casaco cinza retira a arma do local, que corresponde ao perfil de uma pistola que, segundo o DHS, pertencia a Pretti. Neste momento, é possível ouvir o primeiro disparo. No entanto, por meio de nenhum dos vídeos analisados é possível identificar de onde ele partiu. Em seguida, enquanto a vítima está de joelhos e imobilizado, o agente em pé diretamente acima dele parece disparar um tiro contra Pretti à queima-roupa. Imediatamente, ele dispara mais três tiros. No total, é possível ouvir 10 tiros no vídeo gravado pela mulher que está próxima à cena.

Agente da Patrulha de Fronteira atira à queima-roupa contra Alex Pretti, já desarmado — Foto: Reprodução/Redes sociais

Os agentes se afastaram de Pretti, que desmaiou. Outro agente — o mesmo que empurrou os civis para a rua e usou spray de pimenta contra Pretti — sacou uma arma e atirou nele. O primeiro agente também disparou outros tiros. Juntos, eles dispararam mais seis tiros contra o enfermeiro enquanto ele permanecia imóvel no chão. Nos vídeos analisados, é possível ouvir as testemunhas gritando e questionando por que o homem havia sido morto.

Agente da Patrulha de Fronteira atira em Alex Pretti aparentemente inconsciente no chão — Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo o relato de uma das testemunhas, que consta em declarações sob juramento apresentadas em um tribunal federal de Minnesota, após os disparos, ela se dirigiu ao local para tentar prestar socorro a Pretti, já que é médica, mas teve sua passagem impedida pelos agentes. De acordo com ela, em vez de os agentes estarem verificando seu pulso ou realizando RCP (manobras de reanimação cardiopulmonar), "pareciam contar seus ferimentos à bala".

Agentes da Patrulha de Fronteira mexem no corpo de Alex Pretti após disparos — Foto: Reprodução/Redes sociais

Alex Pretti é a segunda pessoa a ser baleada e morta por um agente federal em Minnesota nas últimas semanas. Imagens de sua morte em Minneapolis foram publicadas nas redes sociais quase imediatamente após o incidente.

O governador de Minnesota, Tim Walz, contestou as alegações de autoridades federais de que o Pretti representava uma ameaça. Ele acusou “as pessoas mais poderosas do governo federal” de “manipularem histórias e divulgarem fotos”.

Grandes multidões de manifestantes continuaram a se reunir ao longo do dia no local onde Pretti foi baleado. Mais tarde, Walz autorizou o envio da Guarda Nacional de Minnesota, cujos membros usarão coletes refletivos fluorescentes para se diferenciarem dos agentes federais.

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