O julgamento de Zambelli estava previsto para 18 de dezembro, mas foi adiado atendendo a um pedido da defesa, que solicitou mais tempo para examinar e se manifestar sobre os documentos anexados pelas autoridades do Brasil sobre o sistema carcerário nacional.
Segundo uma fonte que acompanha de perto o caso, na sessão desta terça-feira não houve tempo suficiente para a Corte de Apelação terminar a análise do processo.
Desde julho do ano passado, Zambelli está no complexo penitenciário de Rebibbia, nos arredores de Roma. Independentemente do resultado, caberá recurso à Corte de Cassação da Itália – que funciona como a última instância judicial do país.
Para convencer as autoridades italianas de que Zambelli não corre riscos no sistema penitenciário brasileiro, o governo Lula enviou informações sobre em qual prisão ela seria detida caso fosse entregue ao Brasil pela Itália e como são as condições gerais das mulheres presas – e se existem seções e cuidados especialmente dedicados a elas.
Colmeia
Conforme a documentação enviada pelo Itamaraty, se for enviada ao Brasil, Zambelli deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde as internas do regime fechado, semiaberto e presas provisórias são separadas por “blocos distintos, assegurando a não convivência entre internas de regimes diversos”.
A inspeção mais recente disponibilizada no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de agosto do ano passado, considerou “boas” as condições da Colmeia, localizada na região administrativa do Gama, a 35 km do centro de Brasília.
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