Um homem foi morto a tiros após alegadamente invadir o perímetro de segurança de Mar-a-Lago, residência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em West Palm Beach, na Flórida, neste domingo.
Segundo o Serviço Secreto dos EUA, o suspeito foi alvejado por agentes federais e por um vice-xerife do condado de Palm Beach depois de uma entrada não autorizada na área protegida. Mais tarde, o homem foi identificado como Austin Tucker Martin, de 21 anos, proveniente de Cameron, na Carolina do Norte.
O incidente ocorreu por volta da 1h30 da madrugada de domingo. Trump encontra-se atualmente em Washington e não estava na propriedade, que tem cerca de 5.800 metros quadrados. O Serviço Secreto informou que nenhum pessoa sob sua proteção estava na propriedade no momento da invasão.
Em comunicado publicado na rede social X, o Serviço Secreto declarou:
“Em 22 de fevereiro, por volta da 1h30, um homem na casa dos 20 anos foi baleado por agentes do Serviço Secreto dos EUA e por um vice-xerife do Escritório do Xerife do Condado de Palm Beach após uma entrada não autorizada no perímetro seguro de Mar-a-Lago”.
O suspeito havia sido dado como desaparecido pela família dias antes do incidente. De acordo com o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, os investigadores acreditam que ele deixou o estado em direção ao sul e teria obtido uma espingarda durante o trajeto. A caixa da arma foi encontrada no veículo que ele conduzia.
Segundo as autoridades, o homem conseguiu passar pelo portão norte de
Mar-a-Lago no momento em que outro carro saía da propriedade e acabou
sendo rapidamente abordado por agentes do Serviço Secreto. Armado, ele
foi confrontado e, segundo os agentes no local, recebeu a ordem de
colocar no chão a espingarda e um galão de combustível que levava. Ainda
segundo a informação oficial, após pôr o galão no chão, ele levantou a
arma na direção dos agentes, que dispararam.
O nome do suspeito não foi divulgado até o momento. As circunstâncias detalhadas do episódio ainda não foram esclarecidas pelas autoridades.
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, aproveitou o episódio para culpar os democratas pela atual paralisação parcial do governo federal que afeta o Departamento de Segurança Interna, que inclui o Serviço Secreto.
"É vergonhoso e imprudente que os Democratas tenham escolhido fechar o Departamento", escreveu no X.
Os democratas se opõem a qualquer financiamento para o departamento até que mudanças sejam implementadas na condução de operações anti-imigração maciças pelo governo Trump, acusadas de violência e de realizar prisões arbitrárias.
No início deste mês, Ryan Routh, 59 anos, que conspirou para assassinar o presidente num campo de golfe na Flórida em setembro de 2024, dois meses antes das últimas eleições nos EUA, foi condenado à prisão perpétua.
O ataque planejado de Routh a Trump ocorreu dois meses depois de uma tentativa de assassinato do então candidato republicano na Pensilvânia, onde Matthew Crooks, de 20 anos, disparou vários tiros durante um comício, um deles raspando na orelha direita de Trump.
Esse ataque, no qual um participante do comício foi morto, provou ser um ponto de virada na volta de Trump ao poder. Ela rendeu uma foto agora famosa de um Trump ensanguentado erguendo o punho para a multidão e exortando seus seguidores a “lutar, lutar”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário