
Na madrugada deste sábado, 28, a base aliada ao governo impôs uma derrota à oposição na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Por 19 votos contrários e 12 a favor, o colegiado rejeitou o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O texto elaborado pelo parlamentar previa o indiciamento de 216 pessoas e pedia, entre outras medidas, a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Após intensa articulação política nos últimos dias para garantir a maioria governista entre os titulares da comissão, a CPMI encerrou as suas atividades deliberativas sem a aprovação do relatório do deputado Alfredo Gaspar e sem a adoção de nenhum texto final.
Também é Importante destacar que a contraproposta articulada pelo PT e demais parlamentares da base governista sequer chegou a ser pautada para debate e votação. Esse relatório alternativo pedia o indiciamento de cerca de 130 pessoas, tendo como principal alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem o texto responsabilizava pela desestruturação dos mecanismos de controle que permitiu as fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas.
Logo após a derrubada do parecer da relatoria, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu dar a sessão por encerrada. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) ainda tentou emplacar uma questão de ordem para forçar a apreciação do texto governista, mas o pedido não foi acatado pela presidência, que não indicou ninguém para ler a versão alternativa.
Pressionada pelo prazo final estipulado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que barrou a prorrogação dos trabalhos, a comissão agora encaminhará as cópias do relatório rejeitado e dos documentos colhidos diretamente para instituições competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a fim de que os órgãos deem seguimento às investigações criminais.
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