De acordo com as investigações, a organização criminosa utilizava empresas de fachada, terceiros e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas. A apuração aponta que a estrutura era empregada para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e reinserir os valores na economia formal.
Ainda segundo a Polícia Civil, pessoas físicas e jurídicas eram usadas para movimentar patrimônio e recursos financeiros em benefício da facção. Durante a operação, estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares diversas determinadas pela Justiça.
Entre as medidas adotadas está o monitoramento eletrônico de investigados por meio do uso de tornozeleiras eletrônicas, visando ampliar o controle e acompanhamento dos alvos da investigação.
A Operação Maré Vermelha ocorre simultaneamente na Bahia e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais, contando com a atuação integrada de unidades especializadas das Polícias Civis envolvidas.
Na Bahia, as medidas judiciais são cumpridas nos municípios de Salvador, Ipiaú, Jequié, Feira de Santana, Mucugê, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Campo Formoso e na Ilha de Itaparica.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento de bens e recursos supostamente utilizados pela organização criminosa.
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