"Eu votei na condição de relator e o entendimento que existe hoje é de que a profissão [de jornalista] não exige uma formação específica. A regulamentação é excepcional. Essa é a primeira decisão de uma série de profissões. Não se trata de um juízo de desvalor", disse Mendes durante almoço-debate promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais), em São Paulo.
Cerca de 80 estudantes de jornalismo de São Paulo e Campinas fizeram uma manifestação contra Mendes após a decisão do Supremo de acabar com a obrigatoriedade do diploma de graduação para o exercício da profissão de jornalista.
O ministro, no entanto, considerou o protesto normal. "Não é contra mim, mas contra o Supremo, eu proferi apenas um voto. Mas é absolutamente compreensível."
Mendes também falou sobre o Judiciário brasileiro. "A Justiça é célere. Nós estamos trabalhando num modelo gerencial." Ele defendeu, no entanto, uma Justiça criminal mais "célere e adequada" para acabar com eventuais abusos. "Não podemos cair no pragmatismo."
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