A saída de Ricardo Teixeira não deve alterar a forma do futebol nacional. Historicamente favorável ao retorno do mata-mata no Brasileiro, a Globo rechaça pressionar José Maria Marin, tido até mesmo por aliados como figura decorativa na CBF. "Não temos interesse na volta dos mata-matas. Por nós, não muda calendário nem formato de competição nenhuma", diz Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esportes.
Para a emissora, os contratos fechados com a CBF, de longa duração, são garantias de que não haverá mudanças significativas no futebol. O acordo pelos direitos do Brasileiro, por exemplo, vai até 2015.
Dirigentes que convivem com José Maria Marin demonstram temor na condução de negociações do novo presidente da CBF e do COL. O receio é que relações institucionais, como as que a confederação mantém com a Globo e com federações estaduais, se deteriorem por eventuais erros de Marin.
O caso da medalha da Copa São Paulo é exemplar: o cartola decidiu pegar uma medalha no meio da premiação e manchou sua imagem pública. Aliados de Marin dizem que uma decisão equivocada como esta pode ser danosa à CBF e ao COL.
Entre os cartolas que estiveram no Rio ontem, comentava-se a coincidência de Marin assumir CBF e COL quando é reprisada a novela "Roque Santeiro", que tem como um dos personagens centrais o "Zé das Medalhas", interpretado por Armando Bogus. (Painel FC)
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