Você
com certeza já pregou uma peça em alguém – ou já foi enganado por algum
engraçadinho – no dia primeiro de abril, conhecido como dia da mentira.
Pode colocar a cabeça para pensar numa brincadeira para este domingo,
mas, antes, deixe-me contar a história desse costume!
Tudo começou
com uma celebração de ano novo. Parece estranho, mas é verdade: há
muito tempo, o ano novo era celebrado em março, no dia 21 (ou 22, nos
anos bissextos). Esta data era importante porque marca o equinócio, ou
seja, a data em que dia e noite têm a mesma duração – aqui no hemisfério
Sul, é também o começo do outono. Ao contrário do que acontece hoje,
naquela época, a festa de ano novo durava vários dias, e primeiro de
abril era o primeiro dia útil do ano que se iniciava.
Era. Um belo
dia, o imperador Júlio César resolveu fazer uma reforma no calendário e
transferir o começo do ano para janeiro. O povo, é claro, ficou
confuso. Muita gente não ficou sabendo da mudança e continuou a celebrar
o ano novo em primeiro de abril.
Já no século 16, um rei da
França resolveu acabar com a bagunça e baixou um decreto: a partir dele,
tornava-se obrigatório celebrar o ano novo em janeiro. Ainda assim,
algumas pessoas insistiram no primeiro de abril. Outras debochavam
delas, dizendo que eram bobas e sua festa era uma grande mentira. Por
isso, primeiro de abril ficou conhecido como dia da mentira ou dia dos
tolos.
Hoje, não resta mais confusão sobre o início do ano, mas o costume de pregar peças continua.

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