
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e decidiu que os medicamentos que não precisam de receita médica poderão novamente ficar ao alcance dos consumidores nas prateleiras e gôndolas das farmácias e drogarias de todo o país. No entanto, a agência determina que esses remédios terão que ser organizados por princípio ativo e ficarem separados de outras categorias de produtos, como cosméticos, produtos de higiene ou dietéticos. Também é obrigatória a fixação de cartazes para advertir aos usuários sobre os riscos da automedicação. A decisão da Anvisa, publicada ontem no Diário Oficial da União, revogou a norma anterior, de 2009, que obrigava os comerciantes a manterem os remédios isentos de prescrição escondidos atrás do balcão das farmácias. Ao explicar a nova regra, o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, acusou as farmácias e laboratórios de prática de cartel durante a vigência da norma anterior. Segundo ele, os comerciantes estavam fazendo acordo com os fabricantes para manter no estoque remédios mais caros, mais vendidos e que rendem maior comissão ao balconista. Um estudo feito pelo órgão concluiu que os estabelecimentos estavam aproveitando para empurrar esses medicamentos aos consumidores, disse.
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