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Rádio Itabunense
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19 julho 2012
Quanto custa seu voto
Em tempos de cifras milionárias nas campanhas eleitorais, o voto para prefeito está inflacionado e o custo pode ser mais alto que aquele necessário para eleger governador ou presidente da República. O gasto previsto pelos 193 candidatos nas 26 capitais brasileiras é de R$ 1,2 bilhão, o que dá uma média de R$ 39,66 para conquistar cada um dos 30,2 milhões de eleitores dessas cidades. No comparativo entre elas, o custo de cada voto vai variar de R$ 10,64 a R$ 184,43 – valores para quem quiser chegar ao poder no Rio de Janeiro e em Palmas, respectivamente. Para ter uma ideia, nas eleições de 2010 foram necessários R$ 3,96 para chegar ao governo do Rio e R$ 6,30 para o de Minas Gerais. O voto mais caro na ocasião foi do eleitor de Roraima: R$ 112,10. O cálculo do custo do voto é feito dividindo o valor dos gastos declarado pelos candidatos à Justiça Eleitoral pelo número de eleitores. Na capital do Tocantins, os sete candidatos a prefeito estimam um gasto de R$ 28,2 milhões para chegar ao poder – dos quais R$ 10 milhões sairão da campanha de Marcelo Lelis (PV) e R$ 5 milhões de Carlos Amastha (PP) e Luana Ribeiro (PR), cada um. Com apenas 150.456 eleitores – o menor colégio eleitoral entre as capitais brasileiras –, o custo do voto ultrapassa R$ 180. Já São Paulo lidera o ranking de gastos previstos pelos 12 postulantes a prefeito (R$ 341,5 milhões), mas por ter o maior número de eleitores do país – mais de 8,6 milhões – tem um voto avaliado em R$ 39,64, 18º colocado na lista das capitais. Os mais ricos na campanha são José Serra (PSDB), com R$ 98 milhões, seguido pelo principal adversário, Fernando Haddad (PT), que pretende gastar R$ 90 milhões. Os oito candidatos a prefeito do Rio de Janeiro pretendem gastar R$ 50,25 milhões para conquistar o voto dos 4,7 milhões de eleitores, uma média de pouco mais de R$ 10.
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