
Dilma Rousseff decidiu enfrentar as diversas categorias de funcionários federais que estão em greve. A presidenta ficou irritada com a radicalização do movimento e com atitudes como o fechamento da Ponte Rio-Niterói, a passeata que engarrafou o Centro do Rio e as longas filas no Aeroporto de Guarulhos. Para ela, essas manifestações, por suas consequências na vida dos cidadãos, transmitem uma imagem exagerada da mobilização dos grevistas. O governo vai insistir nos recursos à Justiça para forçar a volta ao trabalho — nesta sexta-feira, o Superior Tribunal de Justiça determinou o fim da paralisação dos fiscais agropecuários. A presidenta quer que cada greve seja enfrentada de uma maneira específica: isto inclui a substituição de funcionários por servidores estaduais ou municipais e o desconto de dias parados. Um interlocutor de Dilma Rousseff alerta que não se deve duvidar de sua disposição em tomar medidas drásticas. “Quem não acredita, não conhece a presidenta. Nós vamos enfrentar os caras”, diz. Para o Palácio do Planalto, a necessidade do envio do Orçamento de 2013 para o Congresso Nacional até o dia 31 criou uma espécie de data-base do funcionalismo, o que ajuda a mobilização. Mesmo assim, o governo promete resistir. Numa linguagem futebolística, o governo diz que, sem dinheiro para atender às reivindicações, vai segurar o empate até o fim. Ontem, o Palácio do Planalto negou que Dilma tenha convocado o ex-presidente Lula para negociar com os grevistas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário