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Rádio Itabunense

Programa Comando em Conexão

Programa Comando em Conexão
Apresentação: Marcos Soares

09 agosto 2012

Formol no cabelo queima mulheres todo dia no Rio

Todo dia, ao menos um caso de mulher com queimadura ou queda de cabelo em consequência do uso de alisantes proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é registrado no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel. O problema também é comum em outras unidades de saúde. As substâncias mais usadas nos produtos são o formol e o glutaraldeído, que podem causar câncer e cegueira. O dermatologista Mário Chaves, do Serviço de Pesquisa de Dermatologia do Pedro Ernesto explica que o número de vítimas dos alisantes é bem maior que o registrado,porque muitas delas não buscam atendimento ou denunciam os danos. “Não há notificação do número real, que é gigantesco”, alerta ele. Em média, são atendidas no Pedro Ernesto, por mês, 40 vítimas dos alisantes. E o motivo quase sempre é o mesmo: “Os salões usam produtos industrializados, mas acrescentam essas substâncias sem a cliente saber. Daí o desastre”, diz Mário Chaves. No Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, a média de casos com ferimentos causados por alisantes ilegais é de cinco por semana: “A maior parte dos casos é de cabelos com quebra”, aponta o dermatologista da unidade, professor Celso Tavares Sodré. O uso prolongado do formol e do glutaraldeído, que são conservantes bactericidas, pode causar doenças graves, como câncer de pulmão e lesão irreversível da córnea. O gás produzido por essas misturas pode ainda causar danos ao sistema respiratório.

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