
A maioria das mortes em Minas Gerais ocasionadas pela H1N1 tinha, por trás do quadro gripal, uma doença crônica ou fator de risco. Das 21 vítimas, pelo menos 12 (57%) tinham algum problema, como diabetes, hipertensão, doença renal, obesidade ou pneumopatia (incluindo asma). Elas fazem parte do grupo das 15 primeiras confirmações de óbito pela influenza, no qual estão concentradas até agora 80% das vítimas com comorbidades. A análise epidemiológica das outras seis mortes, comprovadas nesta semana, que servirá para verificar a ocorrência de doença preexistente, ainda está em andamento, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Em todo o país, foram registrados 2.059 casos e 254 óbitos até quarta-feira, segundo relatório do Ministério da Saúde atualizado quarta-feira. O Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, do ministério, ressalta que em algumas situações não é o H1N1 o responsável pela morte, mas algum fator de risco do paciente que agrava o quadro clínico. "O vírus da influenza geralmente produz quadros mais graves em pessoas muito idosas e crianças muito pequenas. Mas o H1N1 tem um comportamento diferente, porque pode produzir também complicações em caso de gravidez, obesidade mórbida, pneumopatia, entre outras, ainda que seja em pessoas muito jovens", afirma.
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