
O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT) decretou, ontem, a ilegalidade da greve dos 51 mil trabalhadores da PetroquímicaSuape (PQS) e da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo de Suape. A Justiça determinou a volta imediata dos operários nesta quarta-feira e o desconto dos dias parados. A paralisação foi deflagrada desde o último dia 1º. Hoje, a partir das 7h, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem de Pernambuco (Sintepav-PE) realiza assembleia no canteiro de obras da Rnest para ler a sentença e orientar pelo cumprimento da decisão judicial. Se após a assembleia os trabalhadores não concordarem em voltar ao trabalho, o Sintepav será multado em R$ 5 mil por dia e o sindicato patronal (Sinicon) poderá solicitar a revogação da convenção coletiva fechada este mês. O acordo entre patrões e empregados previa um reajuste salarial de 10,5%, além de aumento no valor do vale-alimentação de R$ 200 para R$ 260, abono dos dias parados de greves anteriores e folga nos dias de pagamento. Por unanimidade, o pleno do TRT votou pelo reconhecimento da abusividade do movimento. Os magistrados entenderam que a greve era ilegal porque recentemente a categoria havia firmado convenção coletiva de trabalho com o sindicato patronal e pelo fato de as empresas não terem sido avisadas da paralisação dentro do prazo legal de 48 horas.
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