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01 dezembro 2012
STJ debate crimes e o direito internacional
A cada minuto uma mulher ou criança sofre mutilação genital na África. Com base nesse e em outros dados surpreendentes, a professora de direito internacional da Universidade de São Paulo (USP) Maristela Basso tentou chamar a atenção do público para as atrocidades que ainda são cometidas contra seres humanos em seminário promovido ontem no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com o tema "Os desafios do direito internacional diante dos crimes cometidos contra nós", a jurista afirmou que os crimes sexuais são os mais comuns quando se trata de crimes contra a humanidade porque são mais difíceis de serem descobertos. Na maior parte das vezes, as vítimas se calam com medo de represálias."Quase a metade dos países do Continente Africano registra pelo menos um caso de extirpação do clitóris por minuto. Os meninos também sofrem. Há uma tradição, em alguns locais, de famílias ricas e de classe média de adotar crianças de 11 a 16 anos para servir de escravos sexuais.As famílias dos meninos recebem dinheiro para sobreviver", diz Maristela. Ela explica que o período pós Segunda Guerra Mundial foi marcado pela redução dos conflitos entre os países, mas, ao mesmo tempo, houve um aumento dos conflitos dentro das nações.
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