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Rádio Itabunense

Programa Comando em Conexão

Programa Comando em Conexão
Apresentação: Marcos Soares

09 março 2013

Na Comissão de Finanças, com bens bloqueados

protestos país afora contra sua eleição para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a situação do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) gera preocupação em um grupo de deputados, que cobra um exame da questão pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (RN). Para líderes e deputados, a reação da sociedade, os novos fatos que vieram à tona envolvendo Feliciano e a articulação da bancada evangélica para garantir a maioria de deputados ligados à Igreja na comissão exigem uma reflexão sobre o caso. Feliciano não é o único nome polêmico que irá presidir uma importante comissão na Câmara. O deputado João Magalhães (PMDB-MG), que responde a três inquéritos no Supremo Tribunal Federal - por peculato, tráfico de influência e crime contra o sistema financeiro - e tem os bens bloqueados, foi eleito presidente da Comissão de Finanças e Tributação. No conhecido escândalo da máfia das ambulâncias, em 2006, Magalhães foi citado como beneficiário de recursos desviados de emendas de parlamentares apresentadas ao Orçamento da União. Em 2012, o Supremo arquivou esse inquérito, por falta de provas. Em 2008, ele voltou a ser acusado de envolvimento em esquema de fraudes em prefeituras mineiras, na Operação João de Barro, da Polícia Federal. Nesse caso, a Justiça Federal de Minas decretou em dezembro passado o bloqueio de seus bens. Os fatos que motivaram a ação têm origem em fraudes praticadas com verbas do Ministério do Turismo para a realização de eventos festivos em municípios mineiros. Foram encontradas irregularidades em 19 convênios firmados entre os anos de 2007 e 2009, que, juntos, movimentaram R$ 3,7 milhões.

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