
Nos últimos anos o número de obesos mórbidos duplicou no Brasil. Há uma década eles representavam 0,5% da população brasileira e hoje são mais de 1%, de acordo com associação médica de cirurgiões bariátricos. O crescimento demográfico dessa população, e também a dos diabéticos com sobrepeso, pressionou a demanda pela cirurgia de redução de estômago. No ano passado, a modalidade da operação através de vídeo (videolaparoscopia) - menos traumática -, passou a fazer parte do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a novidade disparou o número de negativas por parte dos planos de saúde. Em apenas um ano foram 750 cirurgias negadas de acordo com a ANS. A operação é cara, algo em torno de R$ 30 mil. Mas não é o valor que determina a negativa. São as simples consultas médicas as grandes campeãs de negativas de atendimento: foram mais de mais de 7.000 em 2012. Juntando todos os serviços médicos, os planos de saúde disseram não em 21.507 oportunidades no ano passado. Uma média de 1.792 por mês ou cerca de cinco negativas a cada duas horas. O resultado é que o usuário já se acostumou a procurar os tribunais para ter garantido o seu direito. A Justiça, por sua vez, está cada vez mais severa com as empresas, que parecem não aprender com as penalidades que agora incluem multas por danos morais.
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