
A batalha naval que se transformou o projeto de revitalização e ampliação da Marina da Glória foi perdida pelo empresário Eike Batista. A Justiça Federal cancelou o contrato entre a Prefeitura do Rio e a EBTE, empresa que administrou a Marina de 1996 a 2009, quando foi comprada por Eike. Na sentença, da 11ª Vara Federal do Rio, o juiz Vigdor Teitel determina que as alterações promovidas no local desde a concessão sejam revertidas. Os réus podem recorrer.A decisão da Justiça em primeira instância inviabiliza o polêmico projeto de revitalização da Marina, contestado por urbanistas, usuários e pelo Ministério Público Federal, conforme O DIA revelou em fevereiro. A extinção de vagas secas para barcos com a construção de um shopping e um centro de convenções desalojaria cerca de 200 embarcações, inclusive o iate Lady Laura IV do Rei Roberto Carlos, que fica ancorado ali. Roberto já teria acionado seus advogados para não sair da Marina.
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