
Desde novembro do ano passado, elas se tornaram Patrimônio Imaterial da Bahia. Mas o reconhecimento, segundo Rita Santos, presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Mingaus, Receptivos e Similares do Estado da Bahia (Abam), ficou apenas no título. As dificuldades da categoria e a falta de apoio continuam crescendo. Mesmo com problemas financeiros, a Abam segue lutando por melhores condições de trabalho das baianas, sem a ajuda de quem mais delas se aproveita. “Até na luta pela venda de acarajé na Arena Fonte Nova estamos sozinhas. Mas para usar nossa imagem no intuito de vender a Bahia, o governo do estado não tem o mínimo pudor”, ressalta Rita Souza, presidente da Abam.A baiana informa que, ao contrário do que era esperado, são elas que acabam pagando ao estado para sobreviver. “Pagamos quase R$ 400,00 ao governo estadual pelo aluguel de uma casa, que há 10 anos não tem água, onde está a sede da Abam”, conta. A falta de condições financeiras da associação, que vem se agravando, segundo ela, impede de pagar o aluguel da sede, há três meses. Todo dinheiro que a associação arrecada vem das mensalidades dos associados, cujo valor é R$ 8,00.
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