
No primeiro ano dos novos mandatos, prefeitos que herdaram cidades endividadas, principalmente com o INSS, já começam a ter dor de cabeça com a dupla folha de pessoal de dezembro. É o caso, por exemplo, da pequena Cônego Marinho, no Norte de Minas, onde o prefeito Natalino Pereira Rodrigues (PDT) não paga os salários dos servidores há dois meses e não tem a curto prazo perspectiva para enfrentar a batalha do 13º salário. "Sou o ordenador de despesas e não me pago há seis meses. Imagine o caos em que está a cidade", desabafa.Pendurada nos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Cônego Marinho tem nas transferências constitucionais sua principal fonte de renda, assim como cerca de 670 cidades com população inferior a 20 mil habitantes – o equivalente a 78% das 853 do estado. Algumas delas estão em situação de "calamidade financeira" como anunciam os prefeitos, agora que os repasses do FPM são retidos pela Receita Federal até a quitação dos débitos previdenciários.Apesar dos tempos de vacas magras, há novos prefeitos que adotaram diferentes estratégias para lidar com o fantasma do 13º. Foi o que fez Dalva Maria de Oliveira (PT), prefeita de Tarumirim, Leste de Minas, que desde o primeiro mês de mandato iniciou uma provisão, que lhe permitiu fazer uma enquete.
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