O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Bahiana de Futebol
ainda nem conseguiu resolver o escândalo da 2ª Divisão deste ano, a
denúncia da existência da “mala preta” na classificação da Catuense para
a 1ª Divisão do Campeonato Baiano de 2014, na vaga do Camaçari, e já
está na fila do TJD outra grave denúncia. O mais novo “imbróglio” a ser solucionado pelo TJD da FBF ganha
repercussão nacional e vai bater nas portas da CBF – Confederação
Brasileira de Futebol, no Rio de Janeiro, porque envolve a 3ª vaga do
futebol da Bahia na disputa da Copa do Brasil de 2014, com a
participação “direta” do Esporte Clube Vitória, sob o comando de Alexi
Portela Júnior, que está em final de mandato, não pode ser reeleito, e
passará o cargo ao novo presidente em dezembro. Os “gritos e sussurros” contra a classificação do Bahia de Feira, que
mudou de nome, passou a ser o Feira de Santana, depois de uma parceria
com o Vitória, para as finais da Copa Governador do Estado, começou no
interior na cidade de Conquista, através do presidente do Conquista,
Ederlane Amorim. Chegou a Salvador e ao Brasil através da rede social,
dos sites na internet. Na reunião do conselho técnico na sede da
Federação Bahiana de Futebol, dia 12, dirigentes denunciaram que teria
havido facilitação do Vitória para ajudar o ex-Bahia de Feira na disputa
da Copa Governador do Estado. Na fase de classificação os oito clubes foram divididos: Grupo I –
Bahia, Vitória, Galícia e Jacuipense; Grupo II - Vitória da Conquista,
Feira de Santana, Catuense e Serrano. Classificaram Vitória e
Jacuipense, pela capital, e Vitória da Conquista e Bahia de Feira, pelo
interior. Nas semifinais, jogaram em jogos de ída e volta: Feira de
Santana 1 x 1 Vitória e Vitória 1 x 2 Feira de Santana, e Jacuipense 1 x
0 Vitória da Conquista e Vitória da Conquista 2 x 1 Jacuipense,
classificando para a decisão do título Feira de Santana e Vitória da
Conquista. No primeiro jogo das finais, o Bahia de Feira (Feira de Santana),
venceu o Vitória da Conquista por 2 a 1, e decide o título neste sábado,
dia 23, no Estádio Alberto Oliveira, em Feira de Santana, com a
vantagem de poder perder até por um gol de diferença para conquistar o
título e a 3ª vaga da Bahia na Copa do Brasil de 2014.
Escalação suspeita
O presidente do Conquista, Ederlane Amorim, foi o primeiro a
protestar, colocando em xeque a credibilidade da Copa Governador do
Estado ao questionar, ainda na sexta-feira, dia 15, a escalação do time
do Vitória no segundo jogo das semifinais, contra o Feira de Santana,
disputado no sábado, dia nove, no Estádio do Barradão, quando o time
Rubro-negro perdeu de 2 a 1, sendo eliminado pelo “adversário-parceiro”
da decisão do título.“Em sete jogos montaram um time. Aí no decisivo,
tinha atletas de até 16 anos. A maioria juniores. Não colocaram Rômulo, o
artilheiro do time não entrou”, disse o presidente do Vitória da
Conquista, Ederlane Amorim, levantando suspeita sobre a parceria de
Vitória e Feira de Santana. “Nosso objetivo é disputar a Copa do Brasil. E o Vitória precisava
apenas de um empate para se classificar. Se eles fossem para a final, já
estaríamos com a vaga garantida. Em condições normais, o Feira podia
vencer o Vitória, no Barradão, como aconteceu na final de 2011. Mas
contra jovens de 16, 17 e 18 anos, o caminho ficou mais fácil. Além
disso, Vitória e Feira de Santana são parceiros”, completou Ederlane
Amorim. O dirigente ainda revelou que iria mandar um documento para a
Federação Baiana de Futebol (FBF), juntamente com o Jacuipense e outras
agremiações, questionando a parceria entre o Vitória e Feira de Santana.
“Nos próximos dias vamos encaminhar um documento para a FBF
questionando isso, junto com o Jacuipense, que também foi prejudicado.
Pois se o Vitória fosse para final, eles iriam disputar a Série D”,
finalizou. O presidente do Jacuipense, Felipe Sales, clube diretamente
prejudicado na fase final da Copa Governador do Estado, no dia 16 de
novembro, considera “estranho” o placar da semifinal da Copa Estado
entre Vitória e Feira de Santana“ e afirmou que a parceria entre as duas
agremiações é ilegal. “Eles jogaram a competição toda com Dimas, David Braz, Euller, Arthur
Maia, Rômulo, Pedro Oldoni, Vander e outros jogadores do profissional.
No jogo de volta da semifinal aparece com outro time totalmente
diferente. Com jogadores do sub-17, sub-19, que ninguém conhece. Não
estou dizendo que o Vitória abriu o jogo. Claro que não. Mas facilitaram
colocando jovens jogadores. Isso é estranho”, disse.
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