
Uma chacina em capítulos. Silenciosamente e sem espalhar corpos pela cidade, a guerra entre traficantes de drogas e milicianos pelo domínio do Morro da Barão, na Praça Seca, amedronta moradores na mesma proporção que suas vítimas se avolumam nas estatísticas de homicídios da Polícia Civil. Só este ano, pelo menos 12 pessoas foram mortas — quatro apenas em outubro —, mas sempre em horas e pontos diferentes, sem chamar a atenção.A guerra começou após o “arrendamento” do Morro da Barão a um grupo de traficantes da Vila Vintém, em Realengo, no início do ano. O negócio rendeu R$ 300 mil a homens ligados à milícia comandada pelo ex-sargento da PM Luiz Monteiro da Silva, o Doem. Pelo acerto, os paramilitares continuariam a explorar o ‘gatonet’, o transporte de Kombis e a venda de botijões de gás. O tráfico ficaria com pontos de venda de drogas.
À frente do acordo estaria o miliciano Luís Carlos Costa Coelho, o Luizinho. Ele coordena os negócios do grupo desde a prisão de Doem, em 2009, por formação de quadrilha. Mesmo sem autorização do chefe, levou adiante o acordo, mas reservou uma surpresa aos traficantes.
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