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Apresentação: Marcos Soares

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19 novembro 2013

Procurado em 190 países, Pizzolato pode estar escondido no Brasil

Com ordem de captura em 190 países, através de alerta conhecido como Difusão Vermelha no sistema de comunicação da Interpol, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão e considerado foragido da Justiça, pode estar escondido no Brasil. Até a tarde desta terça-feira, não havia nenhuma confirmação de saída do fugitivo do território nacional. A Polícia Federal prefere não descartar a possibilidade de fuga internacional, mas uma fonte oficial do órgão que atua na operação de buscas ao ex-diretor do BB disse, com exclusividade ao Terra, que setores de inteligência da PF desenvolvem operações sigilosas para localizar Pizzolato no Brasil. "Não podemos divulgar detalhes para não comprometer a metodologia do trabalho desenvolvido sob sigilo", informou a fonte. Versões de supostos roteiros escolhidos para fuga através das fronteiras do Paraguai e Argentina, divulgadas pela imprensa, podem fazer parte de uma estratégia de um grupo de pessoas ligadas a Pizzolato com o objetivo de confundir o trabalho da polícia brasileira. Com os passaportes, italiano e brasileiro, apreendidos pela Justiça no ano passado, a hipótese de fuga do ex-diretor do BB através de aeroportos de países vizinhos seria complicada, segundo um agente da PF. Antes do embarque, os passaportes apresentados por estrangeiros são verificados e é a realizada a conferência dos carimbos de entrada e saída. "Uma segunda via do documento sem carimbos ou mesmo um novo passaporte iria gerar dúvidas e possivelmente uma abordagem mais detalhada do passageiro", afirma o policial. Na segunda-feira, a Embaixada da Itália em Assunção, no Paraguai, informou que não houve emissão de novo passaporte para Pizzolato em território paraguaio, como chegou a ser divulgado inicialmente. O Terra apurou que uma das linhas de investigação da polícia brasileira segue o deslocamento e a localização atual da arquiteta Andréa Hass, mulher de Pizzolato. Andréa teria deixado a cobertura em Copacabana, no Rio de Janeiro, dias após a saída do marido. Oficialmente, a PF não confirma a investigação.

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