A chegada de estrangeiros menores de 18 anos desacompanhados, em busca de refúgio no Brasil, tem sido motivo de preocupação. No Estado de São Paulo, o número quase triplicou entre 2012 e este ano, saltando de oito para 21 casos, segundo o Centro de Acolhida para Refugiados da Cáritas Arquidiocesana. A maioria dos que viajam sem os pais ou responsáveis são rapazes com idade entre 15 e 17 anos. "Esses menores chegam muito vulneráveis. Ficam sujeitos a todo tipo de exploração", diz Larissa Leite, do setor de relações externas da Cáritas, entidade que faz triagem e encaminhamento dos estrangeiros que fogem de perseguições ou guerras. Os adolescentes são enviados pela Justiça para abrigos ou para a casa de um guardião voluntário. Entre janeiro e novembro, a Cáritas registrou no total 2.746 pedidos de refúgio, feitos por pessoas de pelo menos 60 nacionalidades. Mais da metade (55%) das solicitações partiram de haitianos. Bangladesh, Nigéria, Senegal e Congo também aparecem entre os líderes de emissão de imigrantes. Outras 500 pessoas estão na fila para iniciar os processos em SP, Estado que concentra a metade dos pedidos. (Mônica Bergamo)

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