Considerada uma das melhores minisséries dos últimos anos, “Amores Roubados” terminou bem longe do final do livro que serviu de inspiração. Em “A Emparedada da Rua Nova”, Antonia, acaba emparedada pelo pai, que tomou esta atitude para não ter que enfrentar a vergonha de ter um neto de um mulato. Na minissérie, Jaime morre ao despencar de um penhasco após a filha revelar que está grávida do homem que mandou matar por ter seduzido sua mulher. Celeste também teve destino diferente do livro que serviu de inspiração. Ela conseguiu reiniciar a vida ao lado do marido após um exame de DNA apontar que a criança não era do amante Leandro. Isis Valverde sempre esteve num patamar diferenciado na Globo, mas após este trabalho ganhará mais destaque e será vista com outros olhos pelos produtores, diretores e público. “Amores Roubados” teve um final surpreendente, repleto de interpretações intensas e bem conduzidas, com fotografia exemplar e uma equipe muito bem afinada. É um trabalho que serve de exemplo para muitas produções que estão em andamento e que abre caminho para apostas mais ousadas do entretenimento da Globo. “Amores Roubados” ajudou a mostrar aos executivos da TV que qualidade é o que realmente atrai o telespectador, é o grande patrimônio de quem assume a responsabilidade de fazer conteúdo para a grande massa. Segundo dados preliminares, o último capítulo de “Amores Roubados” fechou com 25 pontos de média, índice bem superior ao que a Globo costuma marcar com minisséries nesta época do ano. Entretanto, a audiência seria bem maior caso não mudassem o horário de “Amores Roubados” a partir da estreia do “Big Brother Brasil”. Aliás, esta é a lição que 2014 deixou para o ano que vem. (José Armando Vannucci)
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