A crença na graça divina leva mais de 15 milhões de brasileiros a cruzarem o país todo ano em visitas a santuários, igrejas, casas e museus que abrigam objetos considerados sagrados. Seria fluxo suficiente para encher 100 estádios de futebol com a capacidade do Rungrado May Day, da Coreia, o maior do mundo. Mais do que pagar promessas e oferecer ex-votos, a fé inabalável dessas multidões está longe de ser obra da antropologia ou algo que a sociologia dê conta de explicar, observa a professora e folclorista Deolinda Alice dos Santos. Essa multidão demanda uma rentável estrutura de bens e serviços. Por ano, as viagens impulsionadas pela fé no país movimentam R$ 15 bilhões, conforme cálculos conservadores do Ministério do Turismo.O cantor e compositor Renato Teixeira também tratou desse fenômeno da religiosidade nos versos de Romaria.
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