Ainda de acordo com a reportagem, muitos haitianos não sabem falar português e nem conhecem seus direitos. Por isso, quando não recebem seus salários, não sabem o que fazer. De acordo com a reportagem, um porta-voz da Andrade Gutierrez afirmou: "Nós não temos conhecimento de maus-tratos ou atrasos de pagamento a funcionários. O pagamento de um empregado terceirizado é de responsabilidade direta da empresa que o contratou." A construtora acrescentou ainda que, se foram provadas as acusações, serão exigidas soluções imediatas. Por sua vez, um porta-voz do estado do Amazonas afirmou ao Mirror que as autoridades "não têm conhecimento desta prática", acrescentando que a maior parte do trabalho no estádio é terceirizado e que é "difícil identificar se há alguma verdade nessas afirmações." O uso de mão de obra escrava na construção de estádios para a Copa do Mundo é um escândalo de proporções internacionais. As autoridades, aqui e lá fora, devem se pronunciar o mais rapidamente possível, e tomar providências para pôr fim a esta prática desumana e cruel. A OAB, o Ministério Público, o Ministério da Justiça e a Procuradoria-Geral da República precisam agir, no campo da Justiça, para punir exemplarmente os culpados. A Comissão de Direitos Humanos, no Brasil e na ONU (já que se trata de uma grave irregularidade envolvendo estrangeiros), precisam se pronunciar, a garantir o resgate da dignidade a estes haitianos. O Ministério dos Esportes deve exigir esclarecimentos, já que a denúncia envolve a construção de estádio da Copa do Mundo, e o governo da Amazônia não pode se contentar em afirmar que as autoridades "não têm conhecimento desta prática." (JB)
TESTE
Rádio Itabunense
Postagem em destaque
04 fevereiro 2014
Estádio para a Copa estaria usando trabalho escravo
Ainda de acordo com a reportagem, muitos haitianos não sabem falar português e nem conhecem seus direitos. Por isso, quando não recebem seus salários, não sabem o que fazer. De acordo com a reportagem, um porta-voz da Andrade Gutierrez afirmou: "Nós não temos conhecimento de maus-tratos ou atrasos de pagamento a funcionários. O pagamento de um empregado terceirizado é de responsabilidade direta da empresa que o contratou." A construtora acrescentou ainda que, se foram provadas as acusações, serão exigidas soluções imediatas. Por sua vez, um porta-voz do estado do Amazonas afirmou ao Mirror que as autoridades "não têm conhecimento desta prática", acrescentando que a maior parte do trabalho no estádio é terceirizado e que é "difícil identificar se há alguma verdade nessas afirmações." O uso de mão de obra escrava na construção de estádios para a Copa do Mundo é um escândalo de proporções internacionais. As autoridades, aqui e lá fora, devem se pronunciar o mais rapidamente possível, e tomar providências para pôr fim a esta prática desumana e cruel. A OAB, o Ministério Público, o Ministério da Justiça e a Procuradoria-Geral da República precisam agir, no campo da Justiça, para punir exemplarmente os culpados. A Comissão de Direitos Humanos, no Brasil e na ONU (já que se trata de uma grave irregularidade envolvendo estrangeiros), precisam se pronunciar, a garantir o resgate da dignidade a estes haitianos. O Ministério dos Esportes deve exigir esclarecimentos, já que a denúncia envolve a construção de estádio da Copa do Mundo, e o governo da Amazônia não pode se contentar em afirmar que as autoridades "não têm conhecimento desta prática." (JB)
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