O governo federal mudou o discurso em relação à Copa depois que pesquisas internas apontaram no ano passado que a população via com ceticismo o "legado" do evento e enxergava as obras como uma "maquiagem" para garantir o sucesso do Mundial. Uma ampla sondagem feita entre junho e agosto de 2013 para medir o impacto real das manifestações de rua fez com que a presidente Dilma Rousseff reformasse o tom de seus discursos. Cruzamento entre as constatações das pesquisas e o comportamento do governo nos meses seguintes mostra adoção de medidas e novos hábitos de comunicação em razão das sondagens. Após o levantamento, a mensagem oficial do Mundial deixou de enfatizar as obras de infraestrutura que ficariam como herança do evento e passou a enaltecer o ufanismo e o orgulho do "país do futebol" em sediar a Copa. Os dois discursos permanecem na comunicação do Planalto, mas a ênfase mudou. Surgiu o bordão "Copa das Copas" em detrimento do "Pátria de Chuteiras", inicialmente adotado. O mote "Copa das Copas" foi bolado pelo marqueteiro Nizan Guanaes em uma reunião secreta com Dilma em novembro passado. Outros assessores já tinham sugerido o foco na paixão nacional, não no legado. No dia 6 de dezembro, no sorteio da Copa, Dilma usou o bordão pela primeira vez --repetiu várias vezes depois, inclusive em sua conta no microblog Twitter.
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