
Elas estão juntas há 11 anos, moram sob o mesmo teto há 10 e estão casadas desde o ano passado. O amor, de tão grande, não cabia mais nas duas. A decisão de ter um filho foi compartilhada e ignorou o preconceito que uma relação homoafetiva ainda provoca. M.S., 30 anos, tinha o sonho de engravidar; M.O., 39, preferia a adoção. Uma queria menina; a outra, menino. Chegaram ao consenso de que realizariam inseminação artificial e M.S. seria a gestante. O destino terminou de equacionar as diferenças: tiveram gêmeos, um bebê de cada sexo. E o Judiciário botou no papel o que a vida já havia carimbado: duas mães. O juiz da 1ª Vara de Família do Recife, Clicério Bezerra, concedeu a dupla maternidade ao casal em decisão inédita em Pernambuco, proferida em 20 de fevereiro.
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