Depois das críticas à organização do Mundial 2014, principalmente quanto ao andamento das obras, os dirigentes da Fifa, que declararam até que o Brasil "merecia um chute no traseiro", foram beneficiadas, e muito, pelo evento no país. Relatório financeiro apresentado nesta sexta-feira (21), em Zurique, na Suíça, mostra que a Fifa está cada vez mais rica. E isso, graças à Copa do Mundo no Brasil. Com uma entrada recorde de valores, a Fifa recebeu pouco mais de US$ 1,386 bilhão, sendo provenientes, em sua maioria, de direitos de TV (US$ 601 milhões) e marketing (US$ 404 milhões). As despesas do ano anterior foram de US$ 1,314 bilhão - sendo US$ 757 milhões para a realização de sete torneios de futebol e US$ 183 milhões para programas de desenvolvimento. Com isso, o lucro da entidade foi de US$ 72 milhões, aumentando suas reservas financeiras para US$ 1,432 bilhão. Durante a reunião do Comitê Executivo da entidade, três assuntos polêmicos foram discutidos: o atraso das obras para a Copa do Mundo no Brasil, os problemas trabalhistas das construções para a Copa de 2022 no Catar e a reforma da própria Fifa. No caso do Brasil, a preocupação é pelo fato de faltarem 80 dias para o Mundial e o estádio de abertura da Copa, o Itaquerão, ainda não estar pronto. Mas, o secretário da Fifa, Jerome Valcke, desconversou sobre o tema, afirmando que "receberemos notícias positivas nos próximos dias". (JB)
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