
Varredor das ruas de Bangu, o gari Wilian Rocha, de 42 anos, fala com clareza sobre as condições de trabalho na empresa em que está há nove anos. Esse foi o principal assunto de seu cotidiano desde que ele aderiu à comissão de trabalhadores que deu início à greve da Comlurb. O movimento, deflagrado no Carnaval, contrariou a posição do sindicato da categoria e conseguiu uma conquista histórica: aumento de 33% no piso salarial e de 66% no valor do tíquete alimentação. “A partir de agora, o sindicato vai ter que rever sua posição”, afirma. Assim como os garis, outras categorias do Rio passam pela mesma situação. Descolados das aspirações dos sindicatos, trabalhadores criam comissões paralelas e desafiam a atuação tradicional das entidades. Um dos casos que chama a atenção é a greve do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), que durou 40 dias em Itaboraí.
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