O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, decidirá na próxima semana se José Dirceu pode ou não ser autorizado a trabalhar fora do presídio da Papuda. Ele não pretende prolongar a questão, em discussão há cerca de um mês. Barbosa aguarda apenas manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre o pedido de quebra de sigilo telefônico feito pela promotora Márcia Corrêa para saber se Dirceu falou ao celular de dentro do presídio. Depois disso, decidirá se a quebra é necessária ou se as investigações feitas até agora, que não comprovam que o petista falou ao telefone, são suficientes para encerrar o caso. A iniciativa da promotora gerou polêmica e surpreendeu ministros do Supremo: o requerimento dela atinge aparelhos usados no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no próprio STF. Ao contrário do que ocorreu com outros condenados do mensalão, o caso de Dirceu foi parar de novo nas mãos de Barbosa porque falar ao telefone do presídio é falta grave. Pode resultar até na regressão do regime a que ele foi condenado, de semiaberto para fechado. E só o ministro tem a prerrogativa de decidir sobre essa alteração. (Mônica Bergamo)
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