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Rádio Itabunense

Programa Comando em Conexão

Programa Comando em Conexão
Apresentação: Marcos Soares

05 abril 2014

Jel aparece entre os 27 jornalistas mortos no mundo

O Brasil responde por 4 das 27 mortes de jornalistas em serviço em todo o mundo no primeiro trimestre de 2014, segundo relatório periódico divulgado pela Press Emblem Campaign (PEC), organização localizada na Suíça que desde 2007 mantém registros de mortes acidentais ou não-acidentais de jornalistas. O país foi o segundo com mais mortes entre janeiro e março deste ano, empatado com o Paquistão e atrás apenas do Iraque, onde morreram cinco profissionais de mídia. As quatro mortes registradas no Brasil aconteceram todas no mês de fevereiro. No dia 10, o repórter cinematográfico da TV Bandeirantes Santiago Ilidio Andrade morreu em um hospital, quatro dias depois de ser atingido na cabeça por um rojão, durante manifestação no Rio de Janeiro. No dia 13, também no Rio, o jornalista Pedro Palma, dono do jornal impresso “Panorama Regional”, foi assassinado a tiros na porta de sua casa, em Miguel Pereira. No dia 16, o cinegrafista José Lacerda da Silva, da TV Cabo Mossoró TCM, também for morto a tiros, no Rio Grande do Norte. Em 27 de fevereiro, Geolino Lopes Xavier, mais conhecido por Jel Lopes, editor e dono do Portal N3, foi assassinado a tiros em Teixeira de Freitas. O número de jornalistas mortos no Brasil no primeiro trimestre de 2014 não está distante do total de mortos em 2013, quando a PEC contabilizou 6 mortes. Segundo dados da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o Brasil foi o país da América Latina mais perigoso para a profissão. Um jornalista morto a cada três dias no mundo 

Segundo reportagem do G1, no ano passado, 30 jornalistas foram mortos no primeiro trimestre. No ano inteiro, foram 129 mortes. Entre 2009 e 2013, foram 609 mortes registradas, uma média de um jornalista morto a cada três dias. Mais de 400 dessas mortes foram concentradas em apenas 10 países, incluindo o Brasil, que registrou 28 mortes de jornalistas, sendo o oitavo país mais perigoso no mundo para essa profissão. O delegado Marcus Vinícius, que investiga o assassinato do jornalista Jel Lopes, ainda não divulgou se já conseguiu chegar em alguma linha investigativa que possa levá-lo ao esclarecimento do crime, ocorrido bem próximo ao centro de Teixeira de Freitas. Quando foi morto Jel Lopes estava no interior do seu veículo plotado com a logomarca de seu site de notícias. Nesta semana a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) aprovou uma diligência de deputados ao município de Teixeira de Freitas, para acompanhar in loco as investigações relativas ao assassinato do jornalista e ex-vereador Jeolino Lopes Xavier. O colegiado de parlamentares atendeu a um pedido do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) e a data da diligência será marcada entre o petista e o presidente da CDHM. (Teixeira News)

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