Após a anulação do decreto que desapropriou, em 2012, o terreno da Refinaria de Manguinhos, na zona Norte do Rio, o mercado começa a especular sobre o futuro da unidade, que tem capacidade para processar 15 mil barris de petróleo por dia. Controlada pelo grupo Andrade Magro, a refinaria hoje opera com capacidade reduzida, produzindo apenas gasolina, e tem enfrentado dificuldades de caixa para ampliar suas operações. Segundo fontes, o governo do Rio desistiu de brigar pelo terreno, onde planejava construir habitações populares para moradores de comunidades vizinhas. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), indicam que a Refinaria de Manguinhos ficou sete meses sem operar depois da edição do decreto de desapropriação.Em agosto do ano passado, voltou a processar petróleo —desde então, produziu uma média de 1,1 mil barris de gasolina por dia, volume restrito pela falta de capital de giro para comprar cargas de petróleo.
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