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Rádio Itabunense

Programa Comando em Conexão

Programa Comando em Conexão
Apresentação: Marcos Soares

23 setembro 2014

Mulheres comandam 52% das novas empresas abertas no Brasil

Motivação, empatia, foco. Essas são algumas das características femininas que transformam mulheres em empreendedoras de sucesso. Se os homens são impulsivos e costumam correr mais riscos, as mulheres são cautelosas e detalhistas, o que, em geral, é bom para os negócios. Pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2013, maior estudo contínuo sobre a dinâmica empreendedora, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mostra que 52% dos novos negócios no país (empresas com até 3 anos e meio de atividade) são gerenciados por mulheres. Do número total de micro e pequenas empresas, elas estão a frente de 35%. Ainda segundo o estudo, a força empreendedora feminina é maior que a dos homens em quatro das cinco regiões brasileiras. Apenas no Nordeste elas ainda não ultrapassaram os homens, mas estão quase lá: 49% de participação entre os novos empresários. Por que isso acontece? "As mulheres dificilmente desistem, são perseverantes e têm uma capacidade de empatia, de compreender o outro, muito maior que a dos homens", diz a coordenadora do Centro de Empreendedorismo e Inovação do Insper, Cynthia Serva, destacando que essas características são essenciais para o futuro de pequenos negócios. Segundo ela, as mulheres veem no empreendedorismo uma forma de dar conta de todas as tarefas do dia a dia, com flexibilidade e menos culpa. "As empreendedoras, na prática, se preocupam em ser mãe, cuidar da família e ainda ter uma carreira", explica. "Conseguir conciliar todos esses lados é muito relevante para a mulher." Como têm facilidade para enxergar oportunidades a partir de necessidades, as novas empresárias tendem a investir em setores nos quais têm interesse e intimidade. Linhas infantis ou produtos que atendam a crianças, educação e saúde são as áreas em que elas mais atuam. Há também uma forte tendência de procurar negócios nas áreas de beleza, culinária e gastronomia. Segundo a coordenadora do Insper, modelos de negócios digitais e de tecnologia ainda contam com poucas mulheres no comando.

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