Pelo menos 800 imóveis em mau estado de conservação — boa parte deles abandonada — foram interditados pela Defesa Civil Municipal e correm risco de desabar total ou parcialmente. O órgão chegou a esse número após realizar 13.594 vistorias na cidade, este ano. No domingo, O DIA mostrou que há cerca de cinco mil imóveis privados e públicos sem uso no município. Trezentos deles estão localizados no Centro — muitos servem de esconderijos para ladrões e usuários de drogas, além de atraírem ocupações irregulares de sem-teto. “A situação é bastante grave. Em cidades do mesmo porte e importância em países da Europa e Ásia, por exemplo, os índices de abandono e de riscos iminentes são infinitamente inferiores”, alerta o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro. O engenheiro estima que haja até mais de 300 imóveis abandonados no Centro e lembra que dezenas de pessoas já perderam a vida nos últimos anos, vítimas de tragédias, como a ocorrida no dia 25 de janeiro de 2012, quando 22 pessoas morreram soterrados com desmoronamento de três prédios na Avenida Treze de Maio, na Cinelândia. Guerreiro culpa os governantes e os próprios proprietários pela situação atual. “Não há no Brasil, muito menos numa metrópole com edifícios históricos como o Rio de Janeiro, uma cultura de prevenção, preservação e manutenção dos prédios, de um modo em geral. O poder público, por sua vez, peca pela inoperância. Há até certa boa vontade para buscar soluções, mas tudo é lento e burocrático”, criticou. Em nota, a Defesa Civil informou que realiza vistorias técnicas “em atendimento a solicitações da população” em edificações ou áreas que possam apresentar algum risco à integridade física de pessoas e seus bens.
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