
A região metropolitana de Porto Alegre vive uma explosão de ocupações urbanas, com pelo menos 40 simultâneas, a maioria iniciada nos últimos dois anos, somando 15 mil famílias. Mas a habitação irregular não é novidade. Muitas vilas hoje consolidadas foram fundadas sobre áreas invadidas há décadas e continuam na informalidade.Dados apurados por ZH mostram que cerca de 350 mil pessoas — 25% da população da Capital — não têm CEP.Por não terem um endereço reconhecido, um quarto dos porto-alegrenses está à margem de serviços básicos de urbanização como água, esgoto, energia e coleta de lixo, além de não poderem aprovar um financiamento.Enquanto o poder público se esforça para regularizar e urbanizar bairros nessa situação, movimentos de luta por moradia ressurgem fortalecidos, com assessoria jurídica e discurso afinado em prol do uso de "vazios urbanos", como é o caso do Fórum das Ocupações Urbanas da Região Metropolitana, que ganhou notoriedade no início da semana ao parar o trânsito na Capital em protesto contra uma reintegração de posse.
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