Com salários em dia e estádio sempre cheio. Esta poderia ser a descrição do Cruzeiro, Corinthians ou outro grande clube do futebol brasileiro, mas não é. O responsável pelo feito é o Salgueiro, time do interior pernambucano, que segue firme na luta pelo titulo de campeão estadual de Pernambuco. Com orçamento modesto, folha de R$ 350 mil mensal e priorizando a manutenção da base do elenco após cada temporada, o Carcará do Sertão vem conseguindo bons resultados ao longo dos anos. Duas semifinais de Campeonato Pernambucano, chegou às oitavas da Copa do Brasil, garantindo sempre vaga na Copa do Nordeste, disputa esse ano a Serie C do Brasileiro, Já esteve na Serie B, e tem como Presidente, o itabunense, Clebel Cordeiro, ex Junior do Itabuna Esporte Clube, ex radialista da Rádio Difusora, fundador do SAF, tornou-se empresário no estado de Pernambuco, e vem dando uma aula de gestão há muitos anos a frente do Salgueiro, elevando o nome do time e da cidade. Clebel sempre diz disse que "o segredo do clube é o respeito e a confiança que a torcida tem pela gestão.– O segredo é profissionalismo acima de tudo. Muitas equipes se dizem profissionais, mas contratam amadores e querem ver a coisa acontecer. Como é que vai acontecer? – diz Clebel. É confiante no modelo de gestão, mas sem abrir mão de ter a última palavra dentro do Clube, Clebel sonha alto e quer ver o Salgueiro na elite em um curto espaço de tempo. – Sempre que você tem, quer mais. Já chegamos na Série C, queremos a Série B, a Série A e queremos a Sul-Americana. E vamos buscar. Quem sabe em 2016 nós estaremos aí brigando – projeta. -Na verdade, no Salgueiro nós temos um compromisso da permanência na Série C, mas esse não é o nosso objetivo. Nosso objetivo é voltar à série B do Campeonato Brasileiro. A Série C é uma permanência natural, uma coisa natural, que o Salgueiro conseguiu ao decorrer da sua vida, mas nosso principal objetivo é a Série B. Continuar na Série C é uma decepção para o Salgueiro Atlético Clube. Profissionalismo acima de tudo. Muitas equipes se dizem profissionais, mas contratam amadores e querem ver a coisa acontecer. Como é que vai acontecer? Como é que o jornalismo acontece? Com profissionalismo. Se você trabalhar com amadorismo vai ser sempre amadorismo. Por exemplo, nós temos uma gestão de futebol, nós temos um diretor de futebol. Quem é esse diretor de futebol? Eu trouxe um diretor de futebol do Sport, trabalhou 15 anos no Sport e hoje está no Salgueiro. Quem toma conta da parte esportiva é ele, então eu não me meto eu cobro resultado. -Na Série A do Brasileiro, Sul-Americana. O céu é o limite. E para mim não tem limites. Eu deixei minhas empresas para vir para dentro do futebol. Hoje eu vivo futebol 24 horas. Essa é a diferença de fazer futebol profissionalmente e não fazer futebol só por obrigação. E eu dou um conselho a todo mundo para que não bote política dentro do futebol. No dia que botar política dentro do futebol e misturar as coisas perdemos o foco, acaba o futebol. O político é bem-vindo, mas fazer política dentro do futebol não. (Resumo Geral Bahia)
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