Mais endividado e com menos dinheiro no bolso ao fim do mês, o brasileiro passou a comprar menos a prazo para evitar os juros altos do crediário e o risco de ficar ainda mais no vermelho.Um indicador que mostra essa tendência é o número de consultas para vendas a prazo ao banco de dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).Houve recuo de 4,69% em abril em comparação com o mesmo mês de 2014. Foi a terceira baixa consecutiva e a mais intensa dos últimos 13 meses --em março de 2014, a contração havia sido de 4,83%."As pessoas estão sem dinheiro e menos propensas a contrair dívida de longo prazo", diz a economista-chefe do SPC, Marcela Kawauti.A psicóloga Marlene Maria dos Santos, 45, parou de comprar a prazo desde que perdeu o emprego, em dezembro. Após exercer a profissão em que se formou por mais de 20 anos, Marlene trabalha hoje com telemarketing para se sustentar.
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