A partir da próxima segunda-feira (27), juntando as quatro principais redes de televisão, teremos 16 novelas diariamente no ar. A Globo com cinco inéditas e duas reprises – durante duas semanas, o "Vale a Pena Ver de Novo" terá dobradinha de "Caminho das Índias" e "O Rei do Gado"; SBT, uma inédita e quatro reprises; Record, duas reprises – "Prova de Amor" e "Dona Xepa" também voltam nesta segunda – e uma inédita; e Band, uma inédita. Ainda que todos os donos de emissora considerem a teledramaturgia como um produto essencial em qualquer grade do Brasil, não é um pouco demais? Será que existe público para tudo isso? Por enquanto, os números têm demonstrado que sim, mas é preciso avaliar ou procurar calcular quais serão os desdobramentos deste cenário na continuidade. Não poderá haver um esgotamento ou todo esse volume será perfeitamente assimilado pelo telespectador, provocando uma relação àquilo que é oferecido na TV fechada? São questões que precisam ser colocadas e que, muito provavelmente, ainda não existem respostas precisas para elas. O tempo é que vai dizer. A iniciativa das grandes redes em se socorrer das novelas para salvaguardar as suas grades vai montar um panorama, no mínimo, curioso. A partir de segunda-feira, praticamente teremos uma ou mais novela em cartaz da hora do almoço até o fim da noite. Pode ser que a dose não seja exatamente esta, mas o caminho da televisão aberta está traçado e, por enquanto, se entende como um risco sair dele. Jornalismo, esporte, teledramaturgia e doses homeopáticas de entretenimento. E só. (Flávio Ricco)
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