A transferência dos executivos e empreiteiros presos na Lava Jato para o Complexo Médico-Penal do Paraná deve causar desconforto às famílias, que estão entre as mais ricas do país. Elas agora terão que passar por revista íntima para visitar os parentes detidos, o que não ocorria na superintendência da Polícia Federal. Marcelo Odebrecht tem recebido, entre outras, a visita da mulher, Isabela, e da irmã, Mônica Odebrecht, que é também advogada da empreiteira e pode ir mais vezes à prisão. Apesar do desconforto, a mudança foi bem recebida por advogados e réus. De acordo com relatos de outros detentos que já foram transferidos, no complexo eles têm mais espaço nas celas, que abrigam só dois detentos cada uma, e mais tempo para o banho de sol. A família também pode fazer visitas mais demoradas. A transferência acendeu a luz amarela para outras bancas de advocacia. Sempre que as celas da superintendência da Polícia Federal em Curitiba são esvaziadas, novas operações de busca, apreensão e detenção são realizadas. (Mônica Bergamo)
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