A condenação dos primeiros empreiteiros na Operação Lava-Jato é um marco. Assim, quebra-se uma longa tradição brasileira - pelo menos até onde vai a memória - de corruptores escaparem da Justiça.O veredicto condenatório por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, lavrado pelo juiz Sérgio Moro, pune com penas de nove anos e meio e 15 anos e dez meses Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Ricardo Auler, presidente, vice-presidente e presidente do conselho de administração, já fora dos cargos, da Camargo Corrêa. Esta, uma das empreiteiras de grande porte envolvidas no esquema lulopetista de corrupção montado na Petrobras, o petrolão.No mesmo dia, segunda-feira, a Polícia Federal indiciou o maior empreiteiro do país, Marcelo Odebrecht - preso em regime preventivo em Curitiba, base da Lava-Jato e de Moro -, por fraude em licitação, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e formação de cartel. Junto com ele, outros executivos da Odebrecht.
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