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Rádio Itabunense

Programa Comando em Conexão

Programa Comando em Conexão
Apresentação: Marcos Soares

01 julho 2015

Lula especula sobre mudanças no governo com PT e PMDB

Depois de insinuar que deixará a presidente Dilma Rousseff entregue à própria sorte, o ex­presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com PT e PMDB, em Brasília, com o discurso da unidade do PT e da estabilidade política do governo para por um fim à agenda negativa. Lula também opinou sobre a reforma política ­ é contra o fim da reeleição ­, fez palestra "motivacional" às bancadas do PT no Senado e na Câmara do PT, discutiu o formato do programa partidário deste semestre, na televisão, e especulou sobre mudanças no Planalto. Lula pretende se encontrar com a presidente, assim que Dilma voltar dos EUA. Seria a primeira conversa, entre os dois, depois que Lula disse que ambos estavam no "volume morto". Dilma não gostou. A olho nu, a movimentação do ex­presidente em Brasília dá razão aos que dizem que ele atacou Dilma e o PT com o objetivo de ser ouvido e influir mais no governo. Se dependesse do ex­presidente, por exemplo, o ministro Jaques Wagner (Defesa) estaria na Casa Civil, no lugar do ministro Aloizio Mercadante. O assunto foi mencionado com interlocutores específicos. Mas até o PMDB, crítico da atuação de Mercadante, acha que o momento é inadequado: o nome do ministro está entre aqueles políticos relacionados na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC. A demissão ou mudança de Mercadante para outro ministério poderia soar como uma confissão de culpa, quando o Palácio do Planalto, ao contrário, armazena munição para atacar a denúncia. Lula recolheu dos partidos, especialmente do PMDB, a opinião de que a presidente tem que assumir ela própria o comando da agenda política do país. O PMDB pode fazer a coordenação política para aprovar as matérias de interesse do governo no Congresso, a exemplo que fez com as medidas do ajuste fiscal, mas não baste para reverter a crise. É preciso também que Dilma erre menos, aborde os assuntos com sobriedade e pare de brigar com o Congresso por ideologia, como estaria ocorrendo nas questões relativas à Petrobras.

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