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Rádio Itabunense

Programa Comando em Conexão

Programa Comando em Conexão
Apresentação: Marcos Soares

28 julho 2015

Procurador diz que pena para punir corrupção é piada

À frente da força-tarefa da Operação Lava-Jato, que já coleciona condenações e é considerada a maior ação contra a corrupção realizada no Brasil, o procurador Deltan Dallagnol criticou ontem a morosidade da Justiça no julgamento de casos de corrupção. Em visita ao Rio, ele deu uma palestra para um grupo de religiosos e membros de Organizações Não-Governamentais (ONGs) num seminário teológico da Igreja Batista, na Tijuca, e afirmou que a punição de crimes de corrupção no país é "uma piada de mau gosto". A uma plateia de pastores batistas e representantes de organizações sociais, o procurador tentou afastar a ideia de que a Lava-Jato significa a redenção do país em relação à corrupção, mas em alguns momentos recorreu a um tom messiânico para buscar apoio para o projeto "10 medidas contra a corrupção", iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) que precisa de 1,5 milhão de assinaturas para chegar ao Congresso nos moldes da Lei da Ficha Limpa. A meta, segundo ele, é ter pelos menos 500 mil endossos até o próximo dia 2 de setembro. Entre as propostas, estão o aumento da pena mínima de dois para quatro anos de prisão e a tipificação de corrupção como crime hediondo. O procurador usou imagens fortes para tentar traduzir os efeitos nocivos da corrupção no cotidiano da população. Disse que a "corrupção mata mais do que homicídios" porque desvia recursos da Saúde e da Educação, repetindo analogia que havia feito na semana passada ao apresentar denúncia contra executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. Ele citou dados da ONU de que, por ano, o Brasil perde R$ 200 bilhões com a corrupção.

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