Em um balcão da sala de reuniões de seu escritório de advocacia em Porto Alegre, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, exibe 12 porta-retratos com fotos dos momentos mais marcantes de sua carreira. Em uma, está com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem foi ministro dos Transportes. É do dia da posse de FHC na Academia Brasileira de Letras. Na sequência, aparece ao lado da presidente Dilma Rousseff, que está de tailleur vermelho. Em outra, com ela e o vice Michel Temer. Com vista para o Guaíba, o escritório, que ocupa todo o 12º andar de um edifício no Centro Histórico, é também um centro de efervescência. Em 2014, o local virou um bunker da campanha de Dilma. Enquanto a maioria do PMDB gaúcho se dividia entre Marina Silva e Aécio Neves, Padilha se desdobrava para convencer prefeitos e vereadores a trabalharem pela reeleição da chapa Dilma-Temer. O conjunto de salas resume a história do Rio Grande do Sul em 12 telas encomendadas ao pintor Marciano Schmitz e que o ministro chama de "Síntese Plástica das Revoluções Utópicas". Os líderes dessas "revoluções" foram retratados em cenas imaginadas pelo artista, com elementos sugeridos pelo ministro para representar a identidade de cada um. Padilha discorre sobre cada "revolução utópica" e confessa que ser governador já foi seu projeto. Não é mais: – Minha chance teria sido em 2002, mas estudei a fundo a situação do Estado e desisti.
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