A anotação "Picte – não" é "provável referência ao Banco Pictet", onde Mario Goes diz que foram pagas propinas para o ex-dirigente da estatal. "Também há referências a ‘LO’ e a ‘Kramer’, que podem ser referências aos Bancos Lombard Odier e Banco Cramer, duas instituições financeiras com agências na Suíça e nas quais agentes da Petrobrás, como Pedro Barusco, Renato Duque e Paulo Roberto Costa teriam recebido propinas", continuou o juiz.A defesa entregou o passaporte de Roberto Gonçalves e disse que a suspeita da PF era "falta de lealdade" sobre os fatos. E disse que o cliente não iria manter em casa "caderninhos auto-incriminadores".Para os advogados de Gonçalves, a polícia desconfiaria até se fosse encontrada uma Bíblia na casa do ex-dirigente da Petrobras. “No contexto que acompanhamos hoje na Polícia Federal, ainda que fosse apreendida uma Bíblia Sagrada na residência do requerente, João Batista seria um falso curandeiro, Pedro um agitador e Jesus Cristo, provavelmente, um terrorista, contanto que, com isso, fosse mantida a prisão temporária do requerente", reclamaram os defensores James Walker Júnior e Thiago de Souza Barbosa.
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