Cerca de três mil funcionários do Estaleiro Eisa, na Ilha do Governador, foram desligados da empresa por meio de uma carta recebida na manhã desta segunda-feira, ao chegarem ao local de trabalho. Os portões estavam lacrados e sequer puderam entrar. Na mensagem, assinada pela presidência do estaleiro - controlado pela holding Synergy Shipyards -, a empresa justifica que o corte de pessoal é consequência dos impactos da recessão econômica e da Lava-Jato, “que paralisou as atividades da indústria naval e de offshore”. “A única alternativa para manter o estaleiro funcionando é diminuir ao máximo os custos operacionais”, argumenta. “Com muita tristeza e dor nos vemos na necessidade imediata de realizar corte de pessoal. Comunicamos por meio desta que estamos efetuando a rescisão do seu contrato de trabalho, dia 11/12, devendo encerrar suas atividades de forma imediata”, informou em carta.
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