O desgaste que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enfrenta, com a possibilidade de virar réu na Lava-Jato, além da derrota na eleição da liderança do PMDB na Casa, já respinga em municípios fluminenses onde ele firmou suas bases eleitorais. Prefeitos ligados a Cunha estudam desistir da reeleição. Outros aliados, incluindo filiados a diferentes siglas, temem não contar com a estrutura eleitoral oferecida por Cunha em eleições anteriores. A maioria já descarta usar a imagem dele nas campanhas, com receio da rejeição. — Na política, somos aliados até a hora do calvário do outro. Não vai ser diferente com Cunha. Muitos candidatos não vão querer colar sua imagem à dele — afirma um dos líderes do PMDB no estado: — Mas isso não quer dizer que ele deixará de ter nomes na disputa. Cunha navega por outras legendas. Os prefeitos de Rio Bonito, Solange Almeida, e de Itaboraí, Helil Cardozo, do PMDB, que governam redutos de Cunha, cogitam desistir da reeleição. Os dois enfrentam problemas locais, mas relatos de pessoas no entorno desses políticos contam que o enfraquecimento de Cunha seria o fator decisivo para a provável desistência. Oficialmente, ambos negam a possibilidade. O deputado estadual Waguinho (PMDB), pré-candidato a prefeito em Belford Roxo, começou a se descolar do deputado, seu grande aliado nas eleições de 2014. Waguinho, um dos autores do projeto aprovado em março de 2015 na Assembleia Legislativa que concedeu a Medalha Tiradentes a Cunha, chegou a apagar postagens em seu blog em que aparecia ao lado do ex-aliado. Para o presidente estadual do PMDB e presidente da Alerj, Jorge Picciani, a desistência ou desgaste de aliados de Cunha não afetará o desempenho do PMDB no Estado: — São prefeituras sem grande significado e com problemas muito pontuais. E as principais cidades não têm vinculação com ele (Cunha).
Seja um apoiador
Postagem em destaque
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário