
Passadas pouco mais de duas semanas da instalação, a comissão do impeachment entra em fase decisiva. Nesta segunda-feira, termina o prazo para que a defesa da presidente Dilma Rousseff apresente os argumentos contrários ao seu afastamento. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, terá à tarde 30 minutos para defender a petista.O teor das alegações do Planalto deve seguir a mesma lógica das contestações feitas pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e pelo jurista Ricardo Lodi Ribeiro, na semana passada, diante do colegiado. O governo não nega as pedaladas fiscais – nome dado à prática do Tesouro de atrasar, de forma deliberada, pagamentos a bancos – nem os decretos para abrir créditos suplementares, que baseiam o pedido de impeachment. Mas os advogados garantem que as medidas não são motivo para afastar a presidente. O Planalto sustenta que não houve crime de responsabilidade, o que retiraria a base jurídica para o afastamento de Dilma.
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