
Depois de dois anos de discussão o Ministério da Saúde publicou o protocolo com diretrizes para partos no País numa versão esvaziada. O documento, que foi criado para tentar reduzir o alto número de cesáreas realizadas no País, não traz um dos pontos considerados mais polêmicos - e, para defensores do parto normal, o mais eficaz: a restrição à cesárea “a pedido”.“Decidimos tirar todos os pontos em que não havia um consenso”, afirmou o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame. Ele observa que o assunto ainda é delicado, mexe com vários pontos ligados à cultura do brasileiro. “Este é o primeiro passo. Procuramos mostrar que medidas são necessárias para reduzir o número de cesáreas no País, que há muito ultrapassou o limite da razoabilidade.”Dados indicam que 84% dos partos realizados na rede particular de saúde são feitos por meio de cesárea. Na rede pública, o porcentual é de 40% - um índice que vem crescendo ao longo dos anos.
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